sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sinopse do livro

O livro traz onze contos diferentes, abordando filosofia, sociedade, religião e moral. Personagens como Sócrates, Salomão, o Saci, D. Pedro I, o Gato de Botas, os deuses da Grécia aparecem em suas páginas para trocar ideias, induzir a reflexões, divertir. O autor não se compromete com qualquer partido ou ideologia, simplesmente avalia a situação da humanidade e do mundo, sugerindo e criticando. O humor está presente no conto Gato sem botas e conto sem fadas, narrando as peripécias do Gato de Botas pela capital do império brasileiro, na época de D. Pedro I, vivendo desbragadamente e convivendo com personalidades famosas. O terror também marca presença no conto O íncubo: a visita de um ser sobrenatural a uma cidade baiana provoca horror e morte  entre as mulheres. Há uma fábula, no estilo moderno, falando sobre a condição dos animais em nossa sociedade. E que tal conhecer o Arraial de Canudos sob a ótica de um jegue? Confira!



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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

VILÃS SENSUAIS DOS QUADRINHOS





MULHER-GATO


Personagem criada por Bob Kane para tornar-se inimiga de Batman. Seu nome verdadeiro é Selina Kyle. Teve um relacionamento amoroso com o Homem-Morcego, com o qual teve uma filha: a famosa Caçadora. Atuou, durante muitos anos, como ladra em Gotham City, sendo uma das piores inimigas do herói. Acabou mudando de lado, tornando-se uma justiceira com métodos vingativos, diferente de Batman e de outros heróis. É muito bonita e sensual, veste uma roupa colada que realça as formas de mulher. A ideia de uma mulher-gato já evoca, a partir do próprio nome, a lubricidade e o desejo - lembremo-nos do filme Cat People (no Brasil, A Marca da Pantera) em duas versões inesquecíveis.

HERA VENENOSA

Pamela Isley era uma assaltante que, envenenada por seu parceiro, tornou-se imune a todos os venenos. Passou a utlizar as plantas e suas subtâncias para cometer seus crimes. Ela tem o beijo da morte e pode excitar os homens através dos feromônios. É um membro do longo grupo de loucos vilões que o Batman enfrenta e está sempre internada no inferno terrestre que é o Asilo Arkham. Muito sensual, sempre trajando verde, cheia de plantas em torno do corpo, é uma bruxa moderna, cheia de conhecimento e malícia.

MAGA PATALÓGICA


 Pata sedutora criada por Carl Barks para integrar o universo Disney. Inimiga incorrigível do Tio Patinhas, de quem deseja, a todo custo, roubar a moedinha nº 1. Maga tem muitos poderes, como teletransporte, metamorfose e possui a conhecida vassoura das bruxas, com a qual pode voar. Uma bruxa muito elegante e sensual, inspirada na famosa Circe e em outras personagens, como Mortícia Adams (da Família Adams) e Malévola (de A Bela Adormecida). Sophia Loren também serviu como inspiração para a aparência dela. Olhos pintados, vestida de preto, cruel, Patalógica é, sem dúvida, uma das mais cativantes personagens da Disney.

GATA NEGRA


 Vilã da Marvel, adversária e ex-namorada do Homem-Aranha. veste-se sensualmente, com roupa colante preta, em couro, dando-lhe, realmente, um ar de criatura maléfica. Felícia Hardy é o seu nome. Era de família rica e seu pai foi um dos mais notáveis ladrões de seu tempo. Ela, filha de peixe, seguiu os seus passos e tronou-se uma ladra de categoria. A princípio sem superpoderes, foi amaldiçoada por Wilson Fisk, o Rei do Crime com a maldição do gato negro, causando azar a tudo que tocava ou a quem se aproximasse dela. Por fim, abandonou a carreira criminosa e tornou-se aliada do Homem-Aranha, apelando ao Dr. estranho para libertar-se da sua maldição. Gato preto dá azar - basta saber se seria, realmente, azar ou sorte cruzar com uma gata dessas!

MÍSTICA


Vilã mutante da Marvel, da série X-Men. Nome verdadeiro: Raven Darkholme. Possui o poder de Transmutação Corpórea, assumindo a forma de qualquer outra pessoa, inclusive a sua voz e padrão de retina. Pode, também, alterar a sua composição química, tomando a forma de substâncias diversas. Além disso, pode dividir o seu corpo em várias partes, tomando a forma múltipla de vários morcegos por exemplo. Mística é bissexual e mãe de dois filhos: o famoso Noturno (que integra os X-Men) e Graydon Creed (morto). Também é mãe adotiva da Vampira. Tem corpo azul e cabelos vermelhos, sendo muito sensual e provocante na maioria das vezes. Participou de equipes como a S.H.I.E.L.D. e Tropa X e integra o Esquadrão Vermelho. Mística consegue manipular muito bem as pessoas e, muitas vezes, anda nua.

BARONESA

Vilã de origem russa da série Comandos em Ação, cujo nome verdadeiro é Anastasia Cisarovna, mais conhecida como Ana. Muito bonita, de uma sensualidade fatal, com longos cabelos morenos e corpo formidável, sempre realçado por suas roupas colantes de cor escura. É muito inteligente e serve aos propósitos do Cobra, o grande rival dos mocinhos. Ela é uma revoltada com as falhas do governo americano e, por isso, juntou-se à equipe do gênio Cobra. A sua história é pouco conhecida, sendo que a sua personagem foi muito explorada pela Marvel (Ana sofre até uma cirurgia para se recuperar de queimaduras profundas). Vale lembrar que a Baronesa, como todos os outros personagens de Comandos em Ação, era, a princípio, um boneco famoso no mundo todo. A Baronesa teve muitos casos amorosos com homens diferentes - o que não é de se admirar, dada a sua beleza e sensualidade. No filme A Origem do Cobra, foi interpretada pela deslumbrante Siena Muller.

RAINHA BRANCA
 Vilã da Marvel, cujo nome verdadeiro é Emma Frost. Procedente de família rica, possui o poder de controlar a mente das pessoas, criando ilusões e incitando ações. A cor loira de seus cabelos foi adotada depois. Teve uma juventude atribulada, com sofrimentos e mau comportamento. Dançarina e, posteriormente, herdeira do Clube do Inferno, do qual se tornou a Rainha Branca, liderando uma série de crimes. Passou por várias aventuras até se regenerar e participar do grupo dos X-Men. A capacidade telepática de Emma é ampla e inclui possessão, indução de dores e levitação. Também adquiriu a capacidade de desenvolver, em mutação, um corpo de diamante, resistente e translúcido. É extremamente bonita e sedutora, com corpo atraente e lindos cabelos longos. Como Rainha Branca vestia-se, naturalmente, de branco (uma roupa ousada, uma espécie de maiô, rematada por uma capa comprida).

LUCRÉCIA BÓRGIA


Personagem histórica retratada com muita sensualidade e luxúria na obra em série de Milo Manara, Os Bórgias. Lucrécia era filha do papa Alexandre VI, um dos mais corruptos da História, e irmã do tirano César Bórgia. Assassina e incestuosa, mal orientada pelo concupiscente pai, Lucrécia praticou crimes com venenos e orgias em público, além de se tornar amante do próprio irmão. Manara desenhou-a cheia de beleza e graça, loira de cabelos longos, sempre exibindo os seus atributos de mulher, com lábios apetitosos e muito vermelhos.

MORTÍCIA ADDAMS


Personagem de Charles Addams, incorporada à galeria da Hanna-Barbera. É esposa de Gomez Addams e matriarca de uma insólita família, composta por criaturas cadavéricas e monstruosas. Mortícia gosta de cultivar plantas venenosas e carnívoras e de ambientes macabros. Veste-se sempre de preto, é alta e magra, com longos cabelos compridos, lembrando uma sensual vampira. Possui um casal de filhos endiabrados e um mordomo que é, na verdade, o monstro de Frankenstein. É uma vilã cômica, carismática, que acaba saindo como heroína em algumas aventuras.O lado vilanesco de Mortícia era mais realçado na série animada Ho Ho Olímpicos, em que ela compunha o grupo dos rabugentos ao lado de outros vilões, como a sensual Daisy Mayhem, inspirada na Dulçorosa Suíno dos quadrinhos da Família Buscapé.

GLENDA


Personagem criada pelo brasileiro Antonino Homobono. Filha de uma mulher acusada de bruxaria em séculos passados, Glenda se apaixonara por Wilfred Grosvenor a quem se entregou com paixão. No entanto, ele nada fez para salvar a sua mãe da morte na fogueira (sendo que a perseguição fora encabeçada pelo pai de Grosvenor). Revoltada, Glenda mergulhou nas artes de feitiçaria de sua mãe e também se tornou uma bruxa. Mediante um pacto com os demônios, conservou a sua juventude bebendo o sangue de jovens mulheres. Pronta para a vingança, envolve-se com Hector Grosvenor II, descendente dos Grosvenor, a quem decide matar. Drácula, no entanto, atrapalha seus planos e acaba matando-a, queimada em um incêndio - no meio do fogo como sua mãe. Quando está envelhecendo, Glenda precisa de sangue para recuperar a beleza e juventude. Como toda mulher de Homobono, Glenda é linda e luxuriosa, apresentando-se ora nua, ora com roupas decotadas e sensuais. É loira, inglesa, voluptuosa e sedutora. Participou do nº 09 da antiga revista Drácula da série Capitão Mistério. Vale a pena ler essa fantástica história!


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

10 HEROÍNAS DESLUMBRANTES DOS QUADRINHOS






MULHER-MARAVILHA



Uma das mais sedutoras heroínas dos quadrinhos. Cheia de beleza e vida, é uma amazona, filha de Hipólita, natural de Temiscyra. Criada por Charles Moulton, representa o ideal de beleza feminina e coragem. Extremamente bonita, dotada de poderes, como força sobre-humana, agilidade, resistência, telepatia, capacidade de voar. Integra a Liga da Justiça. Como Adão, Diana foi criada a partir do barro, sendo que seu nome remete à deusa da caça na mitologia romana. Sabedoria de Atena, força de Hércules, beleza de Afrodite - Diana é o ideal de mulher, uma supermulher. Como armas, possui braceletes que desviam projéteis, o laço mágico da verdade, a tiara que usa como bumerangue. A princípio, não tendo capacidade de voar, era dona de uma vião invísivel que se tornou famoso nas séries de televisão (esse avião foi reincorporado aos quadrinhos mais recentemente). Diana é morena, de corpo formidável, muito bonita e muito feminina. Poderia fazer par com o Super-Homem ou com  Batman.


VELTA






































Heroína do panteão brasileiro, criada por Emir Ribeiro. Seu nome original é Kátia. Vítima de uma experiência alienígena, ela sofreu mutações e adquiriu a capacidade de disparar raios luminosos ou explosivos. Possui imunidade às doenças, capacidade de regeneração celular, resistência ao sol. É loira e alta, com mais de 2 metros de altura e olhos azuis. É uma detetive particular que pode ficar gigante graças às mutações sofridas em seu corpo. Velta foi criada em 1973 e fez muito sucesso por causa de suas histórias cheias de ação e sensualidade. Os quadrinhos de Emir são caprichados em detalhar os atributos femininos da heroína mineira.


SONJA

























Saída da pena magistral de Robert E. Howard, foi personagem de livros a princípio. Depois, integrou a galeria de personagens dos quadrinhos, desenhada por Roy Thomas e outros artistas. Sonja, como Conan, vive na Era Hiboriana. O seu pai e irmãos foram assassinados brutalmente por criminosos e ela foi violentada. Sempre amante das armas, aprendeu o manejo da espada para tornar-se vingadora e justiceira. Tem cabelos ruivos e veste-se de biquini prateado muito ousado. É conhecida como Red Sonja, por causa da cor de seus cabelos. A sua beleza também é uma arma.


GAROTA DA SELVA





















Personagem de Egar Rice Burroughs que, além de aparecer em um romance, ganhou status em filmes e nos quadrinhos. A verdadeira Garota da Selva, no entanto, chamava-se Fou Tan. A versão do cinema criou Nioka, a versão feminina de Tarzan.  Os desenhos Hanna-Barbera apresentaram Jana, uma garota já vestida em poucas roupas e exibindo sensualidade. A Garota da Selva é loira, veste-se com roupa de pelos de animais e, basicamente, enfrenta os mesmos perigos que seu antecessor Tarzan, possuindo habilidades semelhantes, como andar pelas árvores, manejar facas, lutar corpo a corpo e comunicar-se com os bichos. A Dynamite publica as suas histórias.




FOGO









































Heroína brasileira, criada pela DC. Nome verdadeiro: Beatriz Bonilla. Nasceu na Amazônia. Foi presidente da filial brasileira das empresas Wayne - isso mesmo, das empresas do alter ego de Batman. Pode inflamar-se e virar fogo incandescente verde, além de lançar rajada ígneas. Também pode voar. Companheira inseparável de Gelo e namorada de Flash. Integra a Liga da Justiça. Os seus cabelos são verdes e veste-se de forma ousada, com calças coladas e a parte superior de um bíquini - antes da mutação tinha cabelos loiros e olhos azuis.


JEAN GREY











































Personagem da Marvel. Integrante da equipe dos X-Men. Possui poderes telepáticos e telecinéticos., podendo ler mentes e manipular a vontade das pessoas, bem como controlar elementos e provocar explosões psiônicas. Jean Grey conheceu Xavier ainda criança e foi orientada por ele, aprendendo a usar seus poderes de forma benéfica. Despertou amores em Red Scott, o Ciclope, e no bruto Wolverine. Adotou, a princípio, o nome de Garota Marvel. Atuou como vilã e chegou a cometer suicídio. Foi substituída, durante algum tempo, pela Força Fênix. Assumiu, também, a identidade de Rainha Branca. A sua história é bastante complexa (como, em geral, a de todos os super-heróis) e vale a pena acompanhar a sua saga nos quadrinhos. De cabelos ruivos, corpo sensual e muita inteligência, ela foi a primeira mulher a integrar os X-Men. Na versão cinematográfica dos X-Men, foi interpretada por Famke Janssen.


BATGIRL























Personagem da DC. Bárbara Gordon é seu nome e, na verdade, ela foi uma das batgirls. Filha do comissário Gordon e bibliotecária, foi uma grande ajudante de Batman e Robin na luta contra o crime até ser baleada pelo Coringa e ficar paralítica. De BatGirl passou, então, a Oráculo, uma especialista em informática que pesquisava e combatia os criminosos. Integra o grupo Aves de Rapina, com Canário Negro e Caçadora. A beleza de BatGirl é clássica, sendo, desde  a sua origem, uma das mais sensuais personagens dos quadrinhos. 


CAÇADORA






















Também pertence à galeria da DC. A primeira Caçadora foi Helena Wayne, filha de Batman e da Mulher-Gato (uma estranha união: morcego e gato). Decidiu combater o crime após a morte da mãe. Com uma fantasia específica, ingressou na carreira de justiceira. Muito bonita e com roupas ousadas, ela seduz os leitores com a sua exuberância de mulher independente e corajosa. Como o pai, criou equipamentos especiais para utilizar em sua atividade. Herdou a inteligência do pai e o poder de sedução da mãe. 

GAROTA-FANTASMA



Criação de Lee Falk e Wilson McCoy. Julie Walker, irmã de um dos Fantasmas. Usando um uniforme semelhante ao dos homens, ela parte em busca de justiça na luta contra o crime. Possui um gato selvagem chamado Fúria. Tem cabelos morenos e a roupa colante acentua as suas formas voluptuosas. Não tem superpoderes e usa armas triviais e técnicas de luta contra os oponentes.


MULHER INVISÍVEL


































Personagem da Marvel, integrante do grupo Quarteto Fantástico. Chama-se Susan Richards e é esposa do líder da euqipe, o Dr. Richards - o Homem Borracha. Vítima de radiação durante uma viagem espacial, adquiriu o poder de tornar-se invisível e,também, de tornar outras pessoas, animais e objetos invisíveis. Produz campos de força variados. Ela utiliza essas habilidades na luta contra os criminosos e monstros que enfrenta. É loira, veste uniforme azul e justo (conforme o modelo do grupo) e é irmã do Tocha Humana. Seu apelido é Sue.












































quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O COMPLEXO DE ROBIN HOOD







Fala-se muito no herói britânico chamado Robin Hood que, supostamente, roubava dos ricos para dar aos pobres. Ele tornou-se, assim, uma lenda, uma das maiores figuras da literatura; as suas aventuras correm mundo e servem como inspiração para muitos filmes. Quem não conhece João Pequeno e frei Tuth?


O seu nome, porém, calha bem para nomear um mal que assola, de forma especial, o nosso país: a necessidade de fazer "justiça" por conta própria devido a alguma adversidade sofrida. Temos o bandido que rouba e mata como vingança por ter perdido algum ente familiar, por viver na pobreza, por não arrumar emprego, por não conseguir se formar... Todo "injustiçado" julga-se no direito de tornar-se um justiceiro às avessas, que vai roubar, matar e depredar como forma de manifestar a sua indignação. O curioso é que nem sempre essa justiça é justa, volta-se contra os fracos e sem recursos e apoia os poderosos.
Exemplos desses justiceiros em nosso país são, sem dúvida, os famosos bandoleiros dos sertões nordestinos, chamados de cangaceiros, dos quais Lampião é o ícone maior. O bandoleiro caolho é considerado, por muitos, como o Robin Hood brasileiro. No entanto, é uma grande ilusão acreditar que os cangaceiros eram homens preocupados com a pobreza e dedicados a fazer justiça social quando eles mesmos contribuíam para fazer do sertão um local mais perigoso e dominado pela opressão. Cangaceiro com alto senso de hombridade, com coração bom e desvelo pelo pobre só existe em novelas e filmes. Dificilmente, um cangaceiro real teria tempo para alimentar esses sentimentos nobres na vida que levava; a maior parte, inclusive, prestava os seus serviços aos coronéis como meio de adquirir riquezas e prestígio, roubando terras alheias para aumentar o patrimônio dos grandes fazendeiros e exterminando famílias inteiras. Falar em cangaceiro "bonzinho" é como falar em pirata piedoso - os piratas eram homens que assaltavam os navios, incendiavam-nos, matavam os inimigos, torturavam os prisioneiros, geralmente a serviço de monarcas ansiosos por ouro e prata. Procura-se atenuar as maldades dos cangaceiros, falando-se na crueldade com que a polícia tratava as pessoas na época em questão, mas isso, em nada, diminui a gravidade do que os  bandoleiros faziam. Os policiais eram corruptos (como, ainda hoje, existem policiais corruptos na organização), obedeciam as ordens dos coroneis, faziam serviço sujo, oprimiam a população. Os cangaceiros apareceram, não para libertar o povo desse sofrimento, mas, para oprimi-lo ainda mais e, quando havia guerras entre eles e os policiais ou os coronéis, dificilmente tinham como objetivo defender a causa do pobre ou desvalido, senão garantir ao grupo maior autonomia e controle sobre a sociedade - era uma guerra pelo poder, não pela justiça social. A verdade é que cangaceiros redimidos viravam policiais ou policiais viravam cangaceiros, pois os dois grupos manejavam armas e espalhavam terror - duas faces de uma mesma moeda, apenas com nomes diferentes. Claro que os cangaceiros não eram monstros, nunca foram, eram apenas homens - mas, faziam crueldades sim, por motivos sujos e por ganância. O terreno do sertão era propício a esse tipo de manifestação: um mundo à parte, olvidado pelo Governo, dominado por homens que possuíam títulos por conta própria e faziam as suas próprias leis por terem grandes extensões de terras, mandando na política e na religião locais. Extensão de terra sempre fora a medida do valor no território brasileiro, desde a colonização.



Esse é o problema de uma noção distorcida de justiça. A justiça deve ser feita contra quem pratica o mal e a opressão e não contra terceiros que, no fundo, são também oprimidos ou nada têm a ver com o assunto. O ladrão que rouba um pobre, alegando a sua própria pobreza  e a riqueza do outro como razão para o que está fazendo não passa de um corrupto barato a quem as leis banais (ou não aplicadas) de nosso país permitem a liberdade e a facilidade de ações. Não adianta falar que o problema não é a lei - nenhum grupo social vive sem leis; e aqueles que mais falam contra elas, são os que mais criam leis absurdas e querem que os outros as sigam (não raro, à força).
Falar em crimes pela  justiça e indignar-se contra o regime estabelecido para criar um outro regime de injustiças e sofrimento não é uma alternativa muito coerente, nem mesmo chega a ser uma solução viável para os problemas sociais.
Nisso consiste o complexo de Robin Hood, tão em voga no Brasil e no dias atuais. Se eu não tenho o que comer, vou roubar e matar; se não tenho emprego, adquiro um revólver (que é mais fácil do que adquirir comida) e vou assaltar os meus vizinhos em bando ou sozinho... Nunca vai existir verdadeira justiça social desse jeito - sempre vai vigorar uma estrutura decadente e corrupta que vai servir aos fins nada honestos de muitos governantes (satisfeitos com a situação em que o país se encontra, em que eles discursam muito, fazem pouco e continuam usufruindo os maiores privilégios). Essa é a questão: muitos grupos que falam horas a fio sobre justiça social não estão preocupados com a justiça social - estão preocupados em se projetar e em exibir suas qualidades oratórias (o discurso não é o meio, é o fim).
Mas, o que se pode esperar de um país em que a corrupção começa nos altos escalões e vai descendo até as classes mais baixas? O exemplo vem de cima - embora isso não seja motivo para seguirmos o exemplo. Há alguém, de fato, interessado em justiça social? Certamente, existem pessoas interessadas sim, mas, certamente também, não são a maioria.
Nesse contexto, não podemos esquecer Arsène Lupin, o bandido-herói dos livros de Maurice Leblanc, considerado o Robin Hood francês, sempre roubando e enganando os poderosos (pouca violência, muita inteligência), mas sempre de bom coração, ajudando os fracos e oprimidos. Que belo exemplo de ladrão! Será que existe algum assim na realidade do nosso cotidiano?


Se analisarmos a história de Robin Hood que, provavelmente, inspirou-se em fatos verídicos (já que, por trás de toda lenda, há um fundo de verdade), veremos algumas incongruências, ou ao menos, ambiguidades que tiram parte do encanto da história. Será que Robin Hood, ou o homem que deu origem ao mito (seja ele quem for), só roubava mesmo dos ricos? Mas, quem era rico? Qualquer pessoa que tivesse algum bem seria considerada rica por eles? Além disso, todos os ricos eram maus? E quem eram os pobres a quem Robin Hood ajudava? Não seriam os membros de seu próprio grupo de ladrões? Isto é, Robin Hood roubava para si mesmo e seus companheiros (os pobres). São alguns detalhes que mostram falhas no ideal nobre que se baseia na violência e no saque para fazer alguma espécie de justiça. Não sabemos até que ponto Robin Hood era violento (como a maioria daqueles que se dizem justiceiros), nem contra quem trabalhava realmente. De qualquer modo, os exemplos que vemos mostram que, possivelmente, não é arrancando à força o que aos outros pertence, cortando cabeças e orelhas, decepando braços e pernas, deflorando moças e estuprando mulheres, batendo a torto e a direito, revoltando-se contra terceiros e - mais que tudo - fazendo discursos bonitos e elaborados sem aplicação prática, discutindo ideias e mais ideias sem um objetivo definido que conseguiremos reformar a sociedade e implantar justiça social. O conceito, por si mesmo, não é tão simples, nem tão fácil de entender; mas, sabemos que gerar trabalho, acabar com a fome, sociabilizar a educação e a saúde, garantir a segurança, diminuir as discrepâncias econômicas entre os grupos de indivíduos são alguns efeitos do que chamamos "justiça social" e é por essas coisas que devemos lutar e alimentar esperanças.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PROGRAMAS DE DESIGN GRÁFICO





PHOTOSHOP CS4 PORTABLE EM PORTUGUÊS

Programa para trabalhar em fotografias. Os recursos oferecidos pelo Photoshop são inúmeros e o profissional nunca para de aprender. Faça restaurações e montagens; crie desenhos rasterizados; crie anúncios para divulgar o seu negócio; modifique a sua foto, distorcendo-a ou aprimorando-a, aplicando-lhe efeitos especiais. Isso é o Photoshop. A versão portátil é bem mais leve e já está traduzida. Extraia o arquivo, abra a pasta, vá na pasta Photoshp CS4 Portable e clique no aplicativo Act - então, é só esperar, abrir e trabalhar.





COREL DRAW X5 PORTABLE

Programa para trabalhar imagens vetoriais. Faça ilustrações variadas utilizando os recursos que o Corel oferece. Desenhe, pinte e borde. O Corel Draw X5 portátil é mais prático de usar. Talvez, em alguns computadores, ele não abra (não saberia dizer por quê - algum problema de configuração e ajuste possivelmente). O meu computador é Windows 7 e o programa abre normalmente.